Homão da porra!



Exaltado nas redes sociais por cozinhar, lavar, passar, cuidar dos filhos e aventurar-se a tentar coisas diferentes, ele garante que é um cara comum. Será?

Em tempos estranhos como os que vivemos, o ator e apresentador Rodrigo Hilbert é acusado nas mídias sociais de cometer pelo menos dois crimes:

1) Ser bonito pra caramba. 
2) Cozinhar, cuidar da casa, construir casinha na árvore para os filhos e ter tantas habilidades manuais que deixa os outros caras em situação de desvantagem descomedida.

Em sua defesa, do crime número 1 Rodrigo é totalmente inocente: ele nasceu assim. Culpe a natureza, meu amigo. Agora, a respeito do segundo delito, convenhamos: no ano de nosso Senhor de 2017, o que Rodrigo Hilbert está mesmo fazendo de tão descabido?

“Assim como ele, acho que esse papo de homão da porra pode até ser uma piada divertida, mas, ao mesmo tempo, não pode dar a falsa impressão de que ele, ou qualquer outro, seja um homem especial pelo simples fato de lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos”, diz o empresário Antonio Amancio, que o conhece há mais de 20 anos e a quem Rodrigo trata como um pai.

“Isso é obrigação, autonomia, parceria. Acho que esse entendimento já é um bom começo para tentar desconstruir uma sociedade tão impregnada de machismo.” Rodrigo não gosta nada de tocar no assunto. “Não acompanho o que as pessoas postam”, desconversa.

“Sei que está rolando, mas isso não existe para mim. Mulherão da porra foi minha mãe. Para mim é tudo supernatural. Só sou feliz, cuido da minha família, dos meus filhos, da minha mulher e da minha casa. O que isso tem de absurdo? Tem milhões de homens e de mulheres que fazem isso, tanta gente da porra e bacana no mundo.”


Se quisermos achar responsáveis pelas competências de Rodrigo Hilbert Alberton, 37 anos, investiguemos sua infância em Orleans, cidade em Santa Catarina com pouco mais de 20 mil habitantes.

O dom na cozinha? Obra de Suzete, a mãe, que saía para trabalhar e deixava o almoço pré-pronto. E sobrava para ele, como o irmão mais novo de uma família de três homens, finalizar a comida.

“Eu era o mais frágil, o mais mandado, né?”, conta. “Eu fazia então um purê de batata, picava cebola e fritava os bifes acebolados, temperava e fazia o refogado do feijão, fazia e fritava almôndegas… Foi assim que comecei a aprender a cozinhar, mas nunca com interesse, com vontade. Eu tinha 12 anos, queria estar me divertindo, queria estar na oficina do meu avô.”


ONDE TUDO COMEÇOU

Os primeiros meses em São Paulo foram de perrengue. Sem ter onde morar, pulava de casa em casa, de favor.

“Só fazia teste, teste, teste. Mas estava sem ganhar dinheiro e sem trabalhar. Às vezes, comia na agência. Outras, um cachorro-quente na rua. Tudo para não gastar dinheiro, porque só tinha 50 reais que minha mãe tinha me dado.”

Foi quando deu o estalo: “Caramba, eu sei cozinhar, por que vou ficar comendo isso na rua?”, ele se perguntou. “Aí comecei a fazer minhas comidas em casa, macarronadas, sopas, costela com agrião e batata, rabada, pasta de atum com curry. E então passei a ter mais gosto por aquilo.”

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Vejam o depoimento dessa obra-prima!! 



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