Casamento ideal



Para cada vinho existe um queijo e vice-versa, mas por que eles se dão tão bem? Pesquisando a respeito dessa combinação mais que perfeita, achei algo extremamente interessante. Numa degustação casada, realizada no belíssimo espaço enogastronômico Caseus, queijos e vinhos nunca se deram tão bem! 

Queijos e vinhos estão entre as melhores coisas da vida. Juntos, atingem a perfeição. As regras de harmonização são muito simples: o ideal é alcançar um equilíbrio em que o sabor de um realce o do outro, sendo os queijos mais fortes ideais para os vinhos mais encorpados, enquanto os queijos mais suaves vão bem com vinhos mais leves. Além do sabor, outro fator importante a considerar é a textura do queijo: quanto mais cremoso o queijo, mais acidez o vinho deve ter; e quanto mais duro for, pede um vinho mais tânico e potente.

Geralmente, vinhos brancos ácidos, como o Sauvignon Blanc, requerem queijos leves, frescos e cremosos - especialmente os feitos com leite de cabra, ricota e mussarela de búfala. Brancos encorpados, como Chardonnay, gostam de queijos cremosos com paladar mais complexo, sobretudo o camembert e o brie. Vinhos tintos leves, como o Pinot Noir, que tem menos taninos, pedem queijos de maturação mediana, macios e com sabores mais sutis, como o edam. Por último, vinhos de sobremesa Sauternes e Colheitas Tardias harmonizam muito bem com queijos azuis.


A DEGUSTAÇÃO
Foram quatro queijos acompanhados de um espumante e três vinhos.

1 - O Brie Isigny, produzido em Isigny, na região de Normandia, tem massa mole e crosta de mofo branco, sabor delicado e sutil doçura, harmonizando muito bem com o Cave Geisse Brut, que refrescou o paladar para o próximo.

2 - O segundo foi o Foi Epi, de forma redonda característica e leve cobertura de farinha de trigo torrada, que lembram os pães caseiros típicos da França. Queijo da família do emmenthal ou gruyère, o Fol Epi é elaborado na tradicional região francesa de Chateau-Gontier e pareceu ser feito para o biodinâmico les Vieux Clos 2006, que criava uma sensação muito agradável no paladar, realçando a textura macia e sabor suave, frutoso e adocicado do queijo.

3 - O clássico Grana Padano, icônico queijo italiano, foi degustado com o tinto biodinâmico Mas Estela, elegante, frutado e muito equilibrado, que potencializou os complexos sabores: frutado e doce, fresco e salgado.

4 - O último queijo foi o Saint Agur, queijo de mofo azul feito a partir de leite pasteurizado nas montanhas Auvergne, região central da França. Extremamente cremoso, muito mais macio e fino que um queijo azul típico, o que o torna muito mais fácil de combinar com diferentes tipos de vinhos. O Mas Estela Solera, biodinâmico feito com a variedade Moscatel e Gamacha Negra, casou muito bem com o Saint Agur.


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