A beleza de Nefertiti



Nefertiti, cujo nome significa “a mais bela chegou”, foi uma importante rainha egípcia da XVIII dinastia. Foi esposa do faraó Amenhotep IV (mais conhecido como Akhenaton). Nasceu em 1380 a.C e morreu em 1345 a.C.

Alguns egiptólogos defendem a hipótese de que Nefertiti governou o Egito durante dois anos, logo após a morte do marido Akhenaton. A morte de Nefertiti também é misteriosa. Alguns historiadores acreditam que ela possa ter sido assassinada por sacerdotes. Estes, defensores do politeísmo, queriam desestabilizar o faraó e, por isso, assassinaram a esposa que era o braço direito dele.

Bustos de Nefertiti 



Ficou muito conhecida na história em função dos lindos bustos de calcário, com sua face esculpida, encontrados nas escavações feitas na cidade de Tel el-Amarna (antiga Akhetaton).

O busto de Nefertiti foi descoberto no antigo sítio de Amarna pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt em 1912. O Egito porém afirma que Borchardt levou o busto para a Alemanha com documentação fraudulenta. A Alemanha tem negado os pedidos anteriores do Egito para retornar o busto, dizendo que a Alemanha obteve legalmente e que o artefato é muito frágil para transporte.
O Conselho Supremo de Antiguidades é um ramo do Ministério da Cultura egípcia que trabalha “para proteger e promover o património cultural do Egito.” Em 2002, o município criou um departamento especial para recuperar artefatos que foram retirados do país, principalmente durante e na sequência do domínio colonial Inglês. O busto de Nefertiti remonta ao século 14 a.C e é um dos artefatos mais requisitados pelo Egito.

Maquiagem e curiosidade
No antigo Egito, acreditava-se que a elaborada maquiagem dos olhos usada pela rainha Nefertiti e outras mulheres tivesse poderes de cura, invocando a proteção dos deuses Hórus e Ra, além de evitar doenças.

A ciência não aceita a mágica, mas considera os cosméticos de cura. A maquiagem à base de chumbo usada pelos egípcios possuía propriedades antibacterianas que ajudavam a evitar infecções comuns na época. Porém, eles acreditavam que essa maquiagem podia curar –entoavam cânticos enquanto faziam a mistura com coisas que hoje chamamos de lixo. 

Pesquisadores usaram microscopia de elétrons e difração de raios-X para analisar 52 amostras retiradas de estojos de maquiagem egípcia preservados no Louvre. Eles descobriram que a maquiagem era feita fundamentalmente pela mistura de compostos químicos à base de chumbo: galena, que produzia tons escuros e brilhantes, e os materiais brancos cerussita, laurionita e fosgenita. Como as amostras haviam se desintegrado ao longo dos séculos, os pesquisadores não puderam determinar a porcentagem de chumbo na maquiagem.

Embora muitos textos escritos, pinturas e estátuas do período indiquem que a maquiagem era amplamente usada, os egípcios a viam como algo mágico e não medicinal.

Poema a Nefertiti

– Ela era comparada a uma estrela brilhante. A imagem mais viva de Nefertiti é dada por um texto das estrelas fronteiriças –

Claro o rosto,
Alegremente enfeitado com dupla pluma,
Soberana da felicidade,
Dotada de todas as virtudes,
Com cuja voz nos alegramos,
Senhora de graça, grande de amor,
Cujos sentimentos enchem de alegria 
O senhor dos dois países...
A princesa herdeira,
Grande de indulgência,
Senhora da felicidade,
Resplandecente nas suas plumas,

Alegrando com a sua voz aqueles que a ouvem,
Encantando o coração do rei em sua casa,
Satisfeita com tudo o que lhe dizem,
A Grande e bem amada esposa do rei,
Senhora dos dois países,
"Belas são as belezas de Aton",
"A bela chegou",
Vivendo para sempre.

do livro 'Nefertiti & Akhenaton o casal solar' pág. 229/230 de Christian Jacq


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