" ... E o vento levou "


Um dos produtores mais importantes de Hollywood, David O. Selznick bancou pegar o livro best-seller de Margaret Mitchell e expandir sua premissa simples (moça mimada do sul dos Estados Unidos nutre amor inviável por um homem casado) em um longa-metragem de quase quatro horas de duração. Era a época de ouro dos épicos milionários, mas ainda assim ... E o vento levou custaria astronômicos 3,7 milhões de dólares, um recorde em 1939 (tido por muitos como o melhor ano da história em matéria de estreias).

Hoje é impossível não pensar na forma oposta como o patife Rhett Butler (Clark Gable) e a histriônica Scarllet O'Hara (Vivien Leigh) imortalizaram os diálogos escritos por Margaret Mitchell, mas o fato é que nem o diretor Victor Fleming levou tantos louros pelo triunfo quanto Selznick. O épico amoroso ambientado durante a Guerra Civil saiu do Oscar com dez estatuetas, arrecadou 192 milhões de dólares (com correções de inflação, está entre filmes mais vistos de todos os tempos em diversos países) e seria, como o próprio Selznick anteviu, lembrado até no epitáfio do produtor: "o homem que fez ... E o vento levou".

Filme bom pra toda época!

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