Chef sem mistérios


        

Entrevista com Jamie Oliver explica que é possível preparar ótimos pratos com o que se tem na geladeira... Vamos ver?

Ele não é um cozinheiro tradicional. Em seus programas de TV, costuma provar o molho com os dedos, não usa avental nem utensílios sofisticados e ainda convida amigos e familiares para participar do preparo das receitas. O britânico Jamie Oliver escreveu nove best-sellers culinários, lançou vários DVDs, a sua própria linha de produtos (vende azeite, brownies, temperos) e dirige uma fundação que tem como objetivo treinar sem-teto para depois empregá-los na cozinha. Além disso, ele se propôs a melhorar a qualidade da comida que as crianças britânicas recebiam nas escolas. Lançou na internet a campanha Feed Me Better, juntou 250 mil assinaturas e fez com que o governo britânico começasse a destinar fundos para que os alunos comessem melhor. Como se não bastasse, ele acaba de lançar Jamiie Magazine, uma publicação gourmet bimestral. A seguir, ele conta como começou a carreira e qual é o segredo para você se dar bem na cozinha. ;)))


O que você ama e o que odeia na gastronomia?
Para ser honesto, não odeio nada. Encontro inspiração em todos os alimentos, em todas as combinações de sabores, que estão esperando para serem exploradas.


Qual foi o promeiro prato que você preparou?
Comecei ajudando meu pai em seu restaurante, descacando batatas aos 7 anos de idade. Mas a primeira vez que fiz algo de verdade foi um frango assado, aos 10 anos.


Você tem uma marca pessoal?
Sim. Cozinhar com o que eu tenho à mão. Sempre tive o mesmo estilo, fazer pratos ricos com o que encontro pela frente. Quando era pequeno, pegava ingredientes loucos no colégio ou no caminho para minha casa, como frutas e sementes. E cozinhava com isso mesmo, fazendo sempre experimentos para lá de inusitados.


Quem te deu o melhor conselho gastronômico?
Sem dúvida foi o chef italiano Gennaro Contaldo, que me disse uma vez que é preciso colocar amor em tudo que se prepara, sem exceção.


Que outras coisas são essenciais?
Frutas frescas e variadas, verduras orgânicas, ervas. Também massas secas, ovos das minhas galinhas, que são criadas livremente, muito azeite de oliva, vinagre balsâmico, sal grosso e pimenta.


Para uma dieta saudável, que alimentos básicos devemos incorporar?
É essencial uma oa seleção de frutas e verduras. Além disso, massa, cuscuz, arroz e peixe.


O programa de TV em que você treina os desempregados para serem profissionais da gastronomia é um desafio?
Sim. E continua sendo ainda depois de seis anos. O primeiro exigiu muito esforço, mas valeu a pena e fomos em frente.


Como você descobre um talento em potencial?
Quando alguém sente paixão pelo que faz e tem determinação para se desenvolver.


Quais chefs você admira?
Ah, vários. Sou inspirado pela técnica do francês Claude Troisgros, que vive no Brasil. Também pelo chef britânico Heston Blumenthal, que faz coisas assombrosas e é um gentleman. E admro o italiano Mario batali, com quem fiz um programa de TV há pouco tempo em Nova York.


Existe algum segredo para ter êxito na cozinha?
Sair do convencional e fazer coisas gostosas com o que se tem. Não se trata de ter um dom. Para resolver uma situação complicada na cozinha, basta usar os hábitos cotidianos de cada lugar. Não é necessário forçar nada. Só trabalhar com amor, humor e praticidade.

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