Dancing Days



Caras, bocas, brilhos e glamour. Filas nas portas das discotecas, pistas de danças fervilhantes. A febre Disco surgiu no underground de Nova York, no início dos anos 70 e contagiou o mundo. Ninguém queria se curar.


 Tudo era exagero: os looks, a coreografia, a ferveção. A cena Disco surgiu no comecinho dos anos 70, em uma Nova York frágil. Fez o caminhos de todos os bons movimentos sócioculturais: saiu do underground e, aos poucos, foi conquistando o mainstrean. Estourou no final dos anos 70, extrapolando a ilha de Manhattan. No Brasil, serviu de tema para a novela "Dancing Days", em 1978, e estimulou o aparecimento das discotecas Glalery, Regine's, Hippopotamus (São Paulo) e Frenetic Dancing Days (Rio de Janeiro), de Nelson Motta que reuniu suas garçonetes para formar o sucesso musical "As frenéticas".
Em Nova York, dois pontos de encontro eram os preferidos dos adeptos da Disco: o Studio A e o Studio 54, que virou filme, livro, lenda. Inaugurado por Steve Rubell, o Studio 54 era o QG oficial. Atravessar suas portas, um desafio.
A figura da hostess, temida guardiã da boa frequência em casas noturnas até hoje, foi criada ali. Andy Warhol, Bianca Jagger, Michael Jackson, Brooke Shields, a brasileira Claudia Gonçalves de Souza, eram dos poucos que não tinham problemas em enfrentá-las. Os demais caprichavam no look e no carão para conquistá-las. Às vezes funcionava.

Bianca Jagger e Liza Minelli estavam entre os mais-mais que sempre tinham o cartão acima, o VIP, em mãos.


Steve Rubell, o dono do Studio 54, recebe Michael Jackson e Steven Taylor, do Aerosmith, para mais uma noite de pista na discoteca. 

Tanta seleção tinha motivo: quem entrava no Studio 54 vivia uma experiência e tanto. A música era de primeira, a pista pulsante, o clima louco e chique. Tudo era novo. Exclusivista, obviamente. Indescritível, de certa forma. Quem viveu a época snte saudades. Amaury Jr que o diga. Bastante empenhado em resgatar o glamour de outrora, ele inaugurou em 2009 o Club A, casa noturna de sucesso em São Paulo. "O club A é um bebê engatinhando, mas que já tem mais de 100 eventos em sua agenda para 2010. Um espaço feito para significar longevidade, não um modismo passageiro. Uma casa para quem gosta de desfrutar bom gosto e glamour. E para todas as idades", explica e compara o apresentador e empresário.


A figura da hostess é coisa do Studio 54. Só aqueles que interessavam e impressionavam a guardiã da porta eram liberados para viver a experiência máxima da era Disco. A diva Cher cruzava a entrada da discoteca com certa frequência, sempre em looks incríveis...
* DISCO PARA VESTIR: ombros acentuados, paetês dourado, jersey, tecidos laminados, lurex, saltos altíssimos, jeans justíssimos. Comprimentos minis ou longos. Modelagem colada ao corpo ou bem folgada. Estilistas como Roy Halston, Norma Kamali, Thierry Mugler, Hervér Legér e Markito assinaram as peças mais emblemáticas da era Disco. 
* DISCO DELAS: corpos magros, com gordura zero e músculos tímidos. Cabelos armados, ondulados, espaçosos. Maquiagem com olhos marcados e doses generosas de dourado. Eis a estética Disco.
* DISCO DELES: calças boca-de-sino, camisas e alfaiataria bem cortada, costeletas, cabelos compridos e repartidos ao meio, sapatos com saltos quadrados e discretos, eram as escolhas dos moços das discotecas.
* DISCO PARA OUVIR E DANÇAR: Donna Summer, Grace Jon
es, Olivia Newton John, Diana Ross, Gloria Gaynor, ABBA, Barry White e Village People colocavam todos para ferver nas pistas de dança mundo afora. Mas tem muito mais.
* DISCO PARA VER: "Car Wash" (1976), "Os embalos de sábado à noite" (1977), "Até que enfim é sexta-feira" (1978), "Flash Dance" (1983), e "FootLoose" (1984) formam o top 5 da produção cinematográfica da era Disco. "Paris is Burning" (1990), "Carlito's Way" (1993), "Boogie Nights" (1997) e "Studio 54" (1998), reconstroem parte da atmosfera da época.



Glam: a atriz Brooke Shields e o estilista Calvin Klein em noite black-tie no Studio 54. Chiqueteria sem fim...

 

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