10 livros e filmes para entender a guerra do Iraque

FILMES

No final deste mês, EUA terão retirado todas as tropas de combate do país. Entenda o que foram os anos de guerra com filmes e livros. Zona Verde (2010)

O filme de ação, dirigido por Paul Greengrass e estrelado pelo ator Matt Damon, apostou no interesse do público em assistir a um relato sobre os fracassos da inteligência americana relacionados à invasão do Iraque, em 2003. Damon interpreta um oficial do Exército norte-americano (Richard Gonzalez na vida real), cuja Equipe de Exploração Móvel foi encarregada de procurar armas de destruição em massa (AMDs) durante a invasão. O filme é inspirado no livro de não-ficção "A vida imperial na cidade esmeralda", do repórter Rajiv Chandrasekaran.


 
Route Irish (2010)
Recebido relativamente bem pela crítica no festival de Cannes deste ano, o filme do diretor inglês Ken Loach explora o tema das firmas terceirizadas de segurança, com um ex-mercenário voltando ao país para investigar a morte de um amigo. O titulo se refere à perigosíssima estrada que liga o aeroporto de Bagdá à chama Zona Verde.


 
O mensageiro (2009)
O longa metragem foca as consequências domésticas do conflito. Os protagonistas são dois oficiais do Exército norte-americano que têm por função comunicar a pais e viúvos ou viúvas a morte de seus entes queridos na guerra. Dirigido por Oren Moverman, o filme foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro.


 
Guerra ao terror (2008)
"The hurt locker", no título original, o filme foi a surpresa do Oscar 2010, vencendo seis prêmio, incluindo o de melhor filme. O longa conta a história de uma esquadrão norte-americano especializado no desmonte de bombas no Iraque. Produzido com baixo orçamento e filmado com técnicas de documentário, o filme não tem como proposta fazer uma autocrítica do comportamento do Exército norte-americano no país e nem falar sobre o povo iraquiano.



  The Dreams of Sparrows (2005)
Dirigido pelo iraquiano Haydar Daffar, o documentário conta o cotidiano de moradores do país após a tomada e antes da reconstrução.
Entre os entrevistados estão pintores, escritores e diretores de cinema. Os temas variam de cultura à política. Um dos produtores é morto durante as filmagens, em uma batalha de Fallujah.



LIVROS


A Queda de Bagdá - Jon Lee Anderson (Ed. Objetiva)

O consagrado jornalista americano escreve um relato vívido de um país em ruínas, num período de quase dois anos que engloba o antes, o durante e o depois da invasão americana. A obra mostra a agonia do regime de Saddam, a tomada de poder pelos Estados Unidos e como a vida de iraquianos foi afetada pela guerra.


 
De Bagdá com muito amor - Jay Kopelman e Melinda Roth (Ed. Best Seller)
O tenente-coronel Jay Kopelman narra o resgate de um filhote de cachorro em Bagdá e constrói uma reflexão sobre a relação com o animal e a devastação emocional causada pelo conflito. O cachorrinho Lava, adotado em Fallujah, um dos lugares mais afetados pela guerra, virou o mascote dos fuzileiros navais, apesar das dificuldades de Kopelman em manter o cão.
O Blog de Bagdá - Salam Pax (Ed. Companhia das Letras)
O livro é uma compilação de um blog produzido pelo arquiteto iraquiano de pseudônimo Salam Pax, que escrevia posts na Bagdá na iminência da guerra. O blog foi criado para procurar Raed, o namorado de Salam, que havia ido estudar na Jordânia, e abordava o cotidiano na capital iraquiana da época. Pax retrata uma cidade cosmopolita com um humor sarcástico. Seus textos são um registro dos últimos momentos antes da queda do governo de Saddam.



Understanding Iraq - William R. Polk (ed. HarperCollins - inédito no Brasil)
O livro ('Entendendo o Iraque', em tradução livre) é um estudo feito pelo ex-funcionário do departamento de Estado americano e professor da Universidade de Chicago sobre o Iraque. Polk traça um panorama histórico do país, chegando até a ocupação americana.




Blackwater - Jeremy Scahill (Ed. Companhia das Letras)
A morte de 17 civis iraquianos em setembro de 2007 numa praça de Bagdá é o ponto de partida do livro do jornalista investigativo Jeremy Scahill. As mortes não foram provocadas por insurgentes ou por soldados iraquianos, mas por mercenários da empresa Blackwater. A obra conta a história da companhia que se tornou um dos atores mais potentes na 'guerra ao terror' americana.

 (Segue a matéria especial do G1)

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