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Nós e a balança!


Por que passamos a vida fazendo dieta? Por que nunca estamos satisfeitas com o nosso corpo? A obsessão por perder 2 ou 3 quilos é tamanha, é tão surpreendente que a maioria das mulheres preferem emagrecer e entrar em uma calça antiga a encontrar galãs com Brad Pitt e George Clooney, diz pesquisa.

A balança não afeta apenas as brasileiras obesas ou as que estão com sobrepeso, afetam também as mulheres com peso saudável e até mesmo as que estão abaixo do peso também desejam emagrecer. Tudo em busca de um padrão rígido de beleza, associado à cultura de cada local.

No Japão, a mulher atraente deve ser pequenina e delicada: quem tem mais curvas é tachada de gorda. Na França, a beleza rima com magreza - lá é quase impossível encontrar uma peça de roupa com numeração superior a 42. Já na Mauritânia, país da África, quanto mais gorda a mulher, mais sexy é considerada e maiores as chances de arrumar marido.


Ser magra, com curvas e ter o bumbum definido é o ideal de beleza das brasileiras. Como vivemos em um país tropical, o corpo fica exposto durante boa parte do ano e há muita pressão para alcançar esse padrão.


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1) Os mestres da Renascença e do período BARROCO, entre eles Michelangelo e Rubens, pintavam as mulheres com barriga, seios e bumbum avantajados, símbolo de fertilidade.
2) Valorização do corpo do tipo ampulheta de SCARLETT O'HARA, alcançado com o uso do espartilho bem apertado, que leantava o busto e afinava a cintura.
3)  Após a Primeira Guerra, a mulher sai para trabalhar, abandona o espartilho e o corpo perde curvas. O ícone da época foi a atriz americana LOUISE BROOKS.


4) O corpo andrógeno continua valorizado no cinema. As atrizes mostram-se longilíneas, misteriosas e sedutoras como a sueca GRETA GARBO.
5) Tempos dourados. As curvas voltam com força. O corpo continua magro, mas seios e bumbum são fartos. É a ascensão de MARILYN MONROE.



6) O padrão de beleza é pautado pelas magérrimas, como a inglesa TWIGGY, considerada a primeira top model.
7) Época bem democrática: todo corpo é bonito desde que seja natural. A atriz francesa BRIGITTE BARDOT foi uma das primeiras a se expor sem pudores.
8) A mulher luta pelo poder, e a força está no corpo magro, musculoso e com ombros largos, ampliados pelas ombreiras. A cantora jamaicana GRACE JONES  representa o visual desafiador da época.


9 e 10) Tempo das supermodelos magras, mas as diferenças entre os corpos são respeitadas. Vide o mulherão CLAUDIA SCHIFFER e a curvilínea LINDA EVANGELISTA. 


11 e 12) O auge de GISELE BUNDCHEN, com seu corpo enxuto, cheio de curvas. KATE MOSS, por sua vez, fortalece a androgina e o ideal de beleza cada vez mais magro. 

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