O Twitter mora ao lado


O microblog Twitter está revoluciconando o mundo virtual, bombando novos negócios e noticiando abalos sísmicos em tempo real, antes do rádio e da TV. No campo pessoal, faz companhia, diverte, provoca reflexões e desperta amores.

   No começo, era como jogar alpiste no deserto. Contar a vida em míseros 140 toques, interagir com internautas em até duas linhas e ainda por cima ser interessante para atrair seguidores soava como uma daquelas estilingadas de direção incerta. O americano Evan Williams arriscou essa jogada e se deu bem. Esse jovem de mente cibernética, criado numa fazenda de nebraska, nos Estados Unidos, inventou com dois colegas o microblog de nome inspirado no pio do passarinho (tweet, em inglês). Com o sucesso do twitter, Williams provou não ser tão avoado como levava a crer o seu antigo e falido negócio de vendas de CD-ROMs didáticos.

Apesar de um tanto desacreditado no ano em que foi fundado, 2006, o twitter se espalhou na rede como um rastilho de pólvora. No Brasil, a ferramenta já é familiar entre 9 milhões de visitantes, o equivalente à soma da população das cidades do Rio de Janeiro e Salvador. Claro que essa conta é meio suspeita porque um sujeito pode ter mais de um Twitter e as empresas também podem registrar o seu perfil. De todo modo, é gente que não acaba mais.

   O Brasil começou a tuitar para valer em 2009 e atingiu o seu pico no mês de Agosto do mesmo ano. O microblog vem marcando posição por propagar notícias a jato, ultrapassando a velocidade dos canais oficiais de comunicação, e por estimular um voyeurismo típico da web. Dizem que o Twitter é o melhor sismógrafo do mundo e o maior divulgador do Big Brother no Brasil - mesmo depois de terminado, seus fãs continuam falando do programa na rede. Surtos mundiais de mensagens anunciando terrremotos e desastres naturais competem no nosso país com notícias de celebridades.

   O canto do passarinho vai tão longe por mais uma razão: os interessados em diversão e entretenimento veem nele uma possibilidade de descontração fácil. O Twitter rafega bem entre publicitários, comunicólogos, webdesigners, artistas e pequenos empresários interessados em irrigar seus negócios.

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