Aniquilamento do Diálogo


O assassinato da conversação aponta três suspeitos: a "funesta e sadia" proibição do cigarro, a obrigação de só falar o que é politicamente correto e o principal é o celular, que agora divide a mesa com talheres!

Relato de Karl Lagerfeld
"Tenho uma bela amiga na Europa, jovem, educada, elegante, poliglota, extrovertida, conhece muita gente bacana, é ultra bem informada, tem fôlego de leão e uma curiosidade infinita. Nos gostamos muito e por tudo isso ela é sempre - e não só para mim - uma interlocutora fascinante. Nosso último encontro em Paris foi, como de costume, bastante caloroso.Desandei a contar novidades, mas logo notei que sua atenção não estava comigo e percebi que o alheamento tinha endereço certo: o iPhone! Incrédula, acompanhei o olhar se esgueirando para o visor do aparelho. Repetidamente. Fim do glamour". Dias depois, em artigo genial e hilário na revista do jornal Le Figaro, Karl Lagerfeld fala justamente do assassinato da conversação. tsts...

O primeiro suspeito é exatamente o telefone celular e seus cúmplices - o Blackberry e o iPhone - , que têm hoje lugar cativo sobre as mesas ao lado de talheres e louças. Vítima anuente, o usuário se transforma em uma espécie de secretário ultra-atarefado, lendo e respondendo textos, além de dar a desagradável impressão de querer estar em outro lugar, com outras pessoas. Vamos nos policiar!!!!




"iPhone e Blackberry viraram acessório obrigatório e ajudaram a assassinar a arte da conversa agradável nos almoços".

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